STF manda soltar ex-funcionária da Coderp presa na Sevandija em Ribeirão Preto

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Maria Lúcia Pandolfo, ex-funcionária da Coderp, presa pela Operação Sevandija em Ribeirão Preto (Foto: Reprodução/EPTV)Maria Lúcia Pandolfo, ex-funcionária da Coderp, presa pela Operação Sevandija em Ribeirão Preto (Foto: Reprodução/EPTV)

Maria Lúcia Pandolfo, ex-funcionária da Coderp, presa pela Operação Sevandija em Ribeirão Preto (Foto: Reprodução/EPTV)

O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu na sexta-feira (20) um habeas corpus favorável a Maria Lúcia Pandolfo, ex-funcionária da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão Preto (Coderp) acusada de participar de um dos esquemas de corrupção investigados na Operação Sevandija.

Maria Lúcia está presa há cinco meses e é um dos 21 réus de uma ação penal que trata de organização criminosa, corrupção ativa e passiva.

Ela é apontada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal como a pessoa que autorizava os pagamentos para a empreiteira Atmosphera, terceirizada que empregava, segundo as investigações, funcionários indicados por vereadores acusados de corrupção. A ré sempre negou as acusações.

A decisão, não disponibilizada na íntegra até este sábado, foi expedida pelo ministro Celso de Mello. Com a decisão, a ex-funcionária deve deixar a Penitenciária Feminina de Tremembé (SP).

Ela foi presa em maio, no mesmo dia em que a ex-prefeita Dárcy Vera (PSD), o ex-secretário de Educação, Ângelo Invernizzi, o ex-superintendente da Coderp, David Mansur Cury e o ex-secretário da Casa Civil, Layr Luchesi Júnior.

Alvos no mesmo processo, o ex-secretário de Administração, Marco Antônio dos Santos, e o ex-advogado do Sindicato dos Servidores Municipais, Sandro Rovani, estão presos desde março deste ano.

Destes, o único a conseguir habeas corpus tinha sido Invernizzi Lopes, que alegou questões humanitárias e obteve direito a prisão domiciliar para cuidar da mulher, com saúde frágil. Dos nove ex-vereadores investigados somente Walter Gomes permanece preso.

A ex-prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (Foto: Reprodução/EPTV)A ex-prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (Foto: Reprodução/EPTV)

A ex-prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (Foto: Reprodução/EPTV)

Deflagrada em setembro de 2017, a Operação Sevandija apontou que a Atmosphera era usada como cabide de empregos por nove vereadores da base aliada de Dárcy Vera. Eles indicavam apadrinhados políticos para cargos terceirizados pela Coderp na Atmosphera e, em troca, aprovavam projetos de interesse do Executivo.

De acordo com os promotores de Justiça, os parlamentares recebiam propina em encontros chamados por Plastino de “café”.

Responsável pelos sistemas de informática da administração municipal e pela manutenção de quase 14 mil equipamentos eletrônicos, a Coderp é uma empresa de economia mista, cujo principal acionista é a própria Prefeitura, também responsável por serviços terceirizados.

Foi justamente em contratos desse tipo que a PF e o Gaeco identificaram fraudes que resultaram em desvio de verbas dos cofres municipais. Membros do alto escalão do governo Dárcy Vera e funcionários da Coderp atuaram nas fraudes. Todos negam participação no esquema.

A Operação Sevandija revelou ainda outros dois escândalos: o pagamento de honorários advocatícios pela Prefeitura, sendo que o esquema teria sido chefiado por Dárcy Vera e envolveu o ex-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, e fraudes em licitações do Daerp.

Esses dois processos ainda estão em fase de instrução, na dependência do término das audiências com testemunhas, antes do interrogatório com os réus.

O ex-secretário de Educação de Ribeirão Preto, Ângelo Invernizzi (Foto: Reprodução/EPTV)O ex-secretário de Educação de Ribeirão Preto, Ângelo Invernizzi (Foto: Reprodução/EPTV)

O ex-secretário de Educação de Ribeirão Preto, Ângelo Invernizzi (Foto: Reprodução/EPTV)



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